Esses dias um amigo da faculdade me mostrou um vídeo muito interessante de uma apresentação que um cara fazia à uma banca de final de curso, acho que de mestrado. Ao contrário do que muitos de nós estamos acostumados, o aluno que ali se apresentava trajava jeans e camiseta e falava como se estivesse conversando com colegas sobre o tema de sua apresentação, de uma forma teatral. Nós achamos aquilo muito bom, e resolvemos aplicar alguns métodos durante nossas apresentações, mas antes perguntamos a um professor o que ele achava e ele me disse que em um curso de graduação devemos fazer apresentações sempre de forma séria e que naquele caso era descontraído demais. Aí eu pergunto: Até onde a descontração é sinal de que o assunto não está sendo tratado de forma séria?
A forma como a sociedade aborda manifestações artísticas remete de certa forma à uma regra velada de que devemos utilizá-las apenas para o entretenimento, o que no meu ponto de vista não é correto, uma vez que a arte se faz presente sempre em nossas vidas de forma completa e essencial e não raras as vezes ela se mostra como forma de comunicação de idéias e ideais, pensamentos e sentimentos, próprios ou coletivos.
E por falar em entretenimento, eu estava conversando com um músico conhecido aqui da cidade e ele me dizia exatamente isto, em um tom meio que de conselho, que música é entretenimento, deve ser feita para distração, nós estávamos falando sobre as músicas que a minha banda toca, que não são lá muito das populares. Eu disse a ele que nem sempre música é entretenimento, deve sim ser feita para distração e agrado, enquanto arte, mas nunca deve abandonar seu caráter de manifestação artística e, assim sendo, deve se propor a algo maior que apenas entreter.
Acho que isso vale para todas as formas de arte. Em qualquer tempo, tema e lugar.
E segue o som!
terça-feira, 11 de agosto de 2009
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Acho que a arte de uma forma geral precisa ser colocada no conceito de interdisciplinaridade.
ResponderExcluirUma sociedade ou civilização precisa de professores, médicos, homens de negócios, artistas, pesquisadores.
Recém sai do ensino médio e ingressei no curso de administração e tento sempre fazer conexões entre diferentes áreas do conhecimento.
Em relação a forma como é abordada, existem lugares e locais para ser formal e informal, o campo artístico não foge disso e infelizmente ainda existem padrões que não se pode ignorar, mas o conteúdo em si, pode e deve ser livre de tabus e inovador sempre.
Costumo abordar outros assuntos, mas caso você quiser conferir:
www.ajudaounao.blogspot.com
é isso Lucas, o que eu quis dizer foi exatamente sobre esta quebra de tabus e também da forma como atualmente nós vemos a arte. Obrigado pela visita!
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOlá Daniel estava passando pra conhcer os blogs afinizados com minhas idéias e li esse seu texto e gostei da maneira como vc fez suas colocações. Essa é a grande questão. Como dizia Adorno e a escola de Frankfurt: É a arte tratada como fetiche , produto , bem de consumo. Bem sabemos que muitas produções feitas pra entreter estão longe de serem uma obra de arte. Apesar que Duchamp já nos fez essa pergunta: O Que legitima a arte é o espaço? O mercado? Ou a obra de arte possui uma aura própria, que a legitime como tal? Um a abraço. Dê uma passada no meu blog, aposto que exista algo de seu interesse por lá!
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